terça-feira, 21 de agosto de 2012

Navio Veleiro Cisne Branco

O Navio Veleiro Cisne Branco passou uns dias no porto daqui de Natal aberto para visitação. Esse veleiro tem como missão  representar o Brasil em eventos náuticos nacionais e internacionais. 
Eu não perdi a oportunidade e fui lá conhecer o navio de pertinho. Como já estava anoitecendo não consegui fazer boas fotos, pois a máquina fotográfica já está encerrando o seu tempo de serviço...


 
A lua "magrinha" já estava aparecendo.

  Todos à bordo!
Alguns detalhes dentro da embarcação. É tudo muito bonito!

 E aí, gostaram?


Simples assim 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Análise do mel de Jandaíra (Melipona subnitida) do Rio Grande do Norte



No mês de abril tive a maravilhosa oportunidade de participar do curso de formação de educadores para o programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) do SENAR- RN (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional do Estado do Rio Grande do Norte) e, na semana do curso, conheci a Meliponicultura por meio do amigo João Paulo Evangelista do Meliponário Campo Verdes, um apaixonado por abelhas sem ferrão. Ele me falava com tamanha empolgação de suas abelhas que acabou me contagiando.

Para aqueles que ainda não ouviram falar, a criação de abelhas indígenas sem ferrão constitui a Meliponicultura. Antes desconhecia a existência de outras espécies de abelhas, sabendo apenas da abelha com ferrão (Apis mellifera), e sua criação que forma a apicultura, porém hoje sei que no Brasil há mais de 300 espécies de abelhas indígenas sem ferrão.
A cada dia venho estudando mais sobre o assunto e me apaixonando por esses seres incrivelmente organizados.

E dessa curiosidade pelo mundo das abelhas indígenas, iniciei o trabalho de pesquisa para análise de mel de Jandaíra. Esse será o meu trabalho apresentado para conclusão do curso de graduação em Nutrição, que tem como objetivo geral verificar a qualidade do mel de Jandaíra (Melipona subnitida) do Rio Grande do Norte, comparando o mel coletado no cortiço, e o mel já processado para comercialização. As análises que estão sendo realizadas são: teor de umidade; reação de Lund (verifica a presença de albuminoides); reação de Fiehe (avalia a presença de açúcares invertidos por hidrólise ou superaquecimento do mel); análise de coliformes totais e, se confirmativo, coliformes fecais; e a última análise verifica a presença da bactéria Staphyloccocus aureus.

A escolha do mel de Jandaíra se deu por ser a espécie mais criada no estado e também por seu valor comercial. O mel da Jandaíra, tem um sabor diferente da Apis, não é tão forte e enjoativo, pois possui um teor maior de umidade, só sabe quem já provou como ele é saboroso. Existe uma procura maior que a oferta, tornando esse mel uma verdadeira iguaria.

Para coletar o mel tenho feito algumas viagens, e a cada novo contato com outros meliponicultores aprendo mais sobre essa atividade. Até o presente momento visitei três meliponicultores, dois na região de Mossoró e um na região de São Paulo do Potengi. E tenho pela frente cerca de 6 a 8 coletas em outras regiões do estado.

Tem sido um trabalho um pouco cansativo, porém gratificante! É um prazer imenso contribuir para divulgação dessa atividade que é essencial para manutenção da flora nativa, já que essas abelhinhas são responsáveis por cerca de 90% da polinização feita em árvores brasileiras, e consequentemente pelo equilíbrio de todo o ecossistema. Acho que depois de tudo isso nem precisaria dizer que também me tornarei uma meliponicultora, sem fins comerciais, apenas pela terapia que é cuidar das abelhas sem ferrão. Garanto, traz uma paz imensa ficar perto dessas pequeninas.

Aí vão algumas imagens das coletas já realizadas
Alguns cortiços de criação de Jandaíra, em Mossoró/RN
Esse cortiço estava com bastante mel, apesar da seca, que atrapalha a produção das meliponas
 Durante a realização das coletas em Mossoró/RN
 Meliponário Campo Grande em São Paulo do Potengi/RN
 Uma Jandaíra fazendo pose para foto.
 Essa é a sentinela que fica na entrada do cortiço.
Aí são os amigos João Paulo e Seu Tita manejando um cortiço de Uruçu
 
 Retornando para casa tive essa visão maravilhosa!

Pra encerrar, deixo para reflexão uns versos sobre as abelhas indígenas:
Tão pequena... Singela, vens fazendo
grandes coisas. De flor em flor,
resistindo ao tempo, insistes em
promover a vida.
A vida de muitos, inclusive dos que
ignoram a tua história. Porém, eis tua
própria obra que demonstra a tua
grandeza.
Que tua reafirmação surpreenda a
consciência, principalmente daqueles
que pelo lucro negam a tua presença. E
que a esperança permaneça latente,
desejando a formação da nova semente.

Manolo
Simples assim!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Cachoeira do Pinga e Mirante Boa Vista em Portalegre/RN

Há alguns dias visitei a cidade de Portalegre. Cidadezinha pequena e encantadora, com pouco mais de 7mil habitantes, localizada no Polo Serrano da Mesorregião do Oeste Potiguar, microrregião de Pau dos Ferros. 

Resolvi mostrar mais um pouquinho das belezas de nosso estado.
Na subida da serra paramos no caminho para conhecer a Cachoeira do Pinga. 
 No caminho até a cachoeira
 Caminhamos cerca de 5 minutos, atravessando algumas pontes charmosas como essa.
 Até chegarmos a Cachoeira do Pinga. Ainda exitem outras cachoeiras na região, mas essas ficaram para conhecer numa próxima oportunidade, junto com as trilhas que levam aos sítios arqueológicos.
 Essa foto ficou muito engraçada. Meu amigo Tales "meditando" (rs rs rs)
Enquanto ele meditava, fui tomar banho nas águas geladas... 
 E nadar (gosto muito).
Depois fomos ao Mirante da Boa Vista. Há um tempo estive aí e era tudo muito verde, muito mais de como está na foto. Até na região serrana a seca deixou suas marcas.
Curtindo 
Na entrada da cidade com os companheiros de aventuras... Amo cada um deles!

Existem algumas "teorias" para a origem do nome da cidade. Uma me chamou atenção:
"Conta a tradição que ao chegar ao cimo da serra e desconhecendo o belo panorama, Castelo Branco pronunciou estas palavras: É uma porta alegre do sertão!" (Fonte: IBGE)

Aproveitar as belezas naturais de nosso estado em ótima companhia... não tem preço :)

Simples assim

terça-feira, 17 de julho de 2012

Uma viagem em cordel

Vou lhes contar a história
De uma longa viagem
Fui pra tromba do elefante
Sem pagar passagem
Foram mais de 700 quilômetros
De muita traquinagem

Pra começar passei pelo pico
Conhecido como Cabugi
Que significa peito de moça
De origem tupi-guarani
Mas deve ser de uma moça bem novinha
Pro peito ser empinado assim

Depois vi a serra de Patu
Que parece uma pedra gigante
Pensei logo numa aventura
Daquelas bem emocionante
Ainda volto naquela cidade
Pra fazer um rapel alucinante

Após algumas horas
Fiz carreira pra Frutuoso
Cidade de sobrenome Gomes
Lá tinha um jantarzim gostoso
Comi "tudim" agradecida
Pois rejeitar comida é desreipeitoso

No dia seguinte ia ter um casamento
Então continuei por lá
Esse foi o grande motivo
Pra eu poder me debandar
Eu tinha que tá presente no grande dia
Que minha amiga ia subir ao altar

Chegou a hora da festa
Tava tudo uma beleza
A noiva emocionada
Bonita feito uma princesa
Todos convidados felizes
Não tinha lugar pra tristeza

Depois daquele beijo
Por todos esperado
Chegou a hora de jogar o buquê
E passar o seu legado
Pra próxima menina poder sair 
Do mundo dos encalhados

Pra essas coisas num tenho sorte
Mas o danado foi bem na minha mão
Quando reparei num tinha segurado
Nem sequer um botão
Se depender de buquê vou ficar pra titia
Como diz meu irmão Roldão

Mas a viagem  continua
Ainda não acabou por aí
Me despedi da família que me recebeu
Pra meu caminho prosseguir
Fui pra Serra de Portalegre
Tinha uns amigos me esperando ali

Conhecemos a Cachoeira do Pinga
Turistando quem nem gringo
Pense num lugar maravilhoso
Pra se conhecer no domingo
E admirar aquela beleza
Sentindo da água gelada seu respingo

Mas indo de tão longe
Não teve como evitar
Inventei de entrar no lago
Pra um pouquinho nadar
Coitada da maga véia
Só faltou congelar

Pra fechar o dia com chave de ouro
Um almoço de frente pra serra
No mirante do portal
Admirando as maravilhas da terra
Em companhia de bons amigos
A viagem se encerra

Amanda Paiva de Carvalho


Pico do Cabugi
Serra de Patu
Praça de Frutuoso Gomes
 Admirando a serra de Portalegre 
Deitada na rede na varanda... Ô vida mansa aperreada!

Em breve coloco mais fotos da viagem. Essas são só pra ilustrar.

Simples assim!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Um pouco do verde que já conheci

Minha terra tem belezas que muitos não conhecem.
Gostaria de apresentar a vocês alguns lugares que visitei e me apaixonei.

Pra começar, minha terra Natal.
Após uma trilha maravilhosa pelo Parque das Dunas, esse é o visual que nos é proporcionado na Via Costeira. 

Área de preservação do Parque da Dunas
 Praia de Cotovelo
Já sentei muito na ponta dessas falésias, o visual é lindo.

Agora, uma cidadezinha do interior do estado, essa foi amor a primeira vista: Martins!
A pracinha principal da cidade
 O mirante que nos permite ter um visual privilegiado da serra.
E finalmente, a belíssima serra de Martins.

O nosso estado vizinho (Paraíba), também tem belezas incontáveis.
Esse é o Parque Estadual da Pedra da Boca. Localizado na  cidade de Araruna/PB, apesar de seu acesso ser mais próximo da cidade de Passa e Fica/RN.
 Pedra da Caveira
Pedra da Boca
Esse é o visual quando se sobe a Pedra da Boca. Divino!

Por fim, na cidade de Pirpirituba/PB, tem a cachoeira do Roncador, lindo demais esse lugar!
Cachoeira do Roncador 

Procure, perto de onde você mora, locais assim. 
Lugares que nos permitem ter um contato maior com a natureza e viver aventuras. 
Não são só os pontos turísticos conhecidos que podem te oferecer experiências inesquecíveis.

Simples assim!

sábado, 30 de junho de 2012

Pura Cultura Nordestina

Vemos hoje, em nosso Nordeste, uma chuva de lixo musical (algo que as pessoas chamam de forró eletrônico). Isso ofende aos ouvidos de quem conhece a verdadeira música que representa a nossa cultura.
Quem cresceu ouvindo o Rei do Baião, não pode se contentar com qualquer coisa. 

Pra alegrar o fim de semana, aí vai um forrozim pé-de-serra dos bons, interpretado por Santanna, o Cantador!

Dez Poemas Diferentes
(Marron Brasileiro)
Ouça aqui!

Pra cada lágrima triste que chorei
Surgiram dez poemas diferentes
Ao Pai agradeço a estrada que passei
Passei e se Ele quiser vou novamente
Pois quem acredita em Deus
Não tem medo da escuridão
Aprende que quem faz o mal só merece perdão
Perdão que é o perfume da flor
O abraço contra a solidão
Sorriso no rosto e a bondade estampada nas mãos
Pra cada mentira que um dia suportei
Em mim uma verdade falava docemente
Que o bem não estava nas sobras que eu dei
O pobre é aquele que ajuda indiferente
Pergunte pro seu coração 
Se fez pensando em receber
Se a gente pode ser feliz vendo o outro sofrer
Pergunte pro seu coração
Se foi certo o passo que deu
Porque se a gente melhorar
Vence você e eu
O amor é benção que vem de Deus
Há quem diga: é só meu!
O amor é de quem quiser, quem tiver
O amor é a chave de uma razão
Que sempre tem solução
Pra tudo que a gente quer



Se avexe não que a burrinha da felicidade nunca se atrasa
Amanhã ela para na porta da sua casa =)
(A Natureza das Coisas)
(A dança do dia-a-dia)


Eu comparo esse vida a curva da letra "S"
Tem uma ponta que sobe
Tem outra ponta que desce
E a volta que dá no meio, nem todo mundo conhece 
(Grande poeta e repentista: Pinto do Monteiro)


Simples assim.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Um galo de campina

Não poder te ver
Não poder te tocar
Não poder te contar tudo que sinto

Eu quero todo poder que não tenho
Como faço para consegui-lo?

Um galo de campina cantarolou 
E me disse que já nasci com o que desejo
É só querer fazer acontecer

Vou sair correndo pra te contar
Que agora sou super poderosa
Na arte de amar


Simples assim