quarta-feira, 28 de novembro de 2012

NÃO ao desmatamento da CAATINGA

No sertão o povo já tem que enfrentar a falta de água durante a seca, mas se isso não bastasse estão desmatando cada vez o bioma da Caatinga, dificultando assim a sobrevivência dos sertanejos e dos animais já adaptados as condições climáticas dessa região, como o caso da preciosa abelhinha Jandaíra!
Diga NÃO ao desmatamento da CAATINGA, diga NÃO à destruição de nosso SERTÃO!
Vejam a diferença entre um cortiço de Jandaíra durante a seca e durante a época de chuva.

A imagem 1 foi feita durante uma coleta de mel próxima ao município de Mossoró/RN, e a imagem 2 foi feita pelo amigo João Paulo do Meliponário Campos Verdes.


Derrubaram o Juazeiro
Não se vê mais Catingueira
E o Angico derradeiro
Levaram com a Aroeira

Esse tal de desmatamento
Tem causado grande destruição
Levem embora esse movimento
Pra bem longe do meu sertão

Aqui o povo já tá acostumado
Com paz e tranquilidade
Preservando seu passado
Mesmo diante de toda dificuldade

Amanda Paiva de Carvalho

"Se Deus quiser vou me embora pro sertão, pois a saudade me aconselha o coração." Luiz Gonzaga

Simples assim

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Fotos do espetáculo Quebra Nozes

Como prometido, aí estão as fotos do espetáculo!







Essas foram da minha pequena participação!

Agora algumas imagens dos bailarinos profissionais, que abrilhantaram o espetáculo! Foi tudo muito lindo!
 Clara e o Quebra-Nozes
 Pas de deux principal do espetáculo
Belíssimo
Os Árabes

Também não poderia deixar faltar as fotos dos bastidores rsrs
:)
 Fazendo pose com Hana
Simples assim!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Ballet Municipal - O Quebra-Nozes

Nesses dias de estresse para entrega do Trabalho de Conclusão de Curso, o ballet tem sido mais que nunca um cano de escape! 
Com os ensaios finais, para a apresentação do Quebra-Nozes, estou sentindo algo contrário ao que imaginava que sentiria. No lugar de medo, coragem! No lugar de timidez, desembaraço! E uma ansiedade enorme de vestir o figurino (rsrs)
Resolvi fazer esse post para convidar todos vocês! O espetáculo com certeza será belíssimo, e a minha participação com as meninas do primeiro ano é mínima, mas só o fato de participar do espetáculo já é uma grande conquista pra gente. 
As datas e horários estão no cartaz abaixo. Para aqueles que não moram em Natal, postarei as fotos do espetáculo depois.

Simples assim!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Um matuto na capital - Parte 2

Uma ruma de água!

Dispois da arrumação no tar de parque das dunas (que num sei nem pro mode di quê colocaram esse nomi, eu num vi nem uma duna por lá!).
Mar continuando a história...
Dispois da arrumação no tar parque das dunas, eu tava dicidido de arrumar minha sacola, pegar Maria e ir simbora pro sítio. Mar meu primo muito insistente disse:
- Zé, tu ainda não conheceu o mar. Tu vai gostar de ver, fique mais um pouquinho.
Maria iscutou esse cunversa e danou-se a pertubar meu juízo que num ia simbora antes que a genti fosse ver o mar. Pra num contrariar muié em dias de brabeza, eu concordei cum Maria. Sabe como é, eu sou matuto mas gosto de agradar a muié, que dispois ela agradada de minha pessoa vem fazer um chamego mais feliz!

No outro dia fumo vê o mar.
Ômi!!! Na hora que eu cheguei me abestalhei todinho, pro mode de quê nem eu pulando alcançava de vê o final daquela ruma de água. Era água de mais seu minino e bunito de inchê os óio!
Maria abestalhou-se mais ainda! Cum um biquíni novo que minha cunhada deu pra ela, deu pra vê que a pobre tinha uma ruma de cor: o braço preto, o bucho branco, as pernas metade de cada cor. A bichinha de Maria ficou tão feliz quando viu o mar que parecia uma cria de cachorra que quando vê a mãe sai correndo atrás dela. Pois lá se foi Maria, cada passo da currida era um canto que balançava. Aí eu gritei:
- Maria, minha fia, num corra não, que num tá bunito de se vê. 
A danada fingiu que nem me iscutou, infiou-se no mar, e quase que lá se vai Maria. As ondas levava a minha muié prum lado, quando ela tava se alevantando vinha otra onda e derrubava ela pru outro lado.
Eu que num sabia nadar num pudia fazer nada.
Meu primo correu e disse:
-Levanta Maria!
Pois eu quase me danei todinho de tanto rir, quando a marmota ficou de pé tava com água pelas canela e toda empanada de areia.
A muié viu eu rindo e veio na minha direção cum um quente e dois fervendo, aí pensei: "tô lascado"!
- Vamo simbora Zé! - bradejou Maria
- Mas minha fia, você num quiria aproveitar o mar?
- Cala boca véi besta, vamo simbora pro sítio,  que aqui eu num fico mais!


Praia de Búzios/RN

Simples assim!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A beleza da polinização

Vi esse vídeo hoje e fiquei maravilhada com duas coisas: o esplendor da natureza e a paciência do criador desse vídeo ao registrar todas essas imagens!

É realmente maravilhoso!

No vídeo não mostra as abelhas sem ferrão, apenas as africanas, mas não podemos falar em polinização sem falar das queridas abelhas nativas.
Essa imagem é de uma rainha da Uruçu (belíssima).

Simples assim!

sábado, 13 de outubro de 2012

Viola e rabeca - faz parte de nossa cultura nordestina

Uma brincadeira com as palavras, sem obrigatoriedade de número de versos.
Apenas um pedaço de minha história rimada...

Violeiro: Marcelo Othon
Rabequeiro: Roberto Damasceno


O violeiro à sua viola dedilhar
E o rabequeiro todo encabulado
Agarrou a rabeca, colocou a perna de lado
E botou ela pra cantar
Fez todos presentes se emocionar
E eu lá na apresentação
Fui assistir essa encenação
Da pura cultura nordestina
Lembrando do tempo que era menina
Quando acompanhava seu Roldão

Ivanildo Vila Nova, um grande repentista
Quando ele era um pouco mais moço
Colocava a viola quase no pescoço
Lá em Assu vi esse brilhante artista
Ao lado de outro violeiro era grande argumentista
Rimava qualquer afirmação
Passei a prestar muita atenção
Pra aumentar meu vocabulário
Conheci palavras que não existem no dicionário
E hoje já consigo até inventar
Outros verbos pra conjugar
Criando meu próprio fabulário



SIMPLES ASSIM!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Um matuto na capital - Parte 1

A visita ao Parque das Dunas

Pega, pega, pega! Pega os ladrão seu moço, que eles robauro minha cumida e dispois fizeram cara de sonso. 
Tu visse Maria? Tu visse essa arrumação? 
Mar cumé que podi, uns bicho assim tão bunitinho. 
Mar foi só um segundim que me  abestalhei e o bichim rapidinho deu um pinote e foi simbora. As fruta que ia pro meu bucho, quando avistei tinham ido proutro canto.
Me dissero que num pudia dá cumida pros bichos nesse parque, mar será que arguém se alembrou de dizer a esses sabidim que num pudia pegar a cumida da gente? 
Maria, vamo simbora! Que até os bicho da carpitar são tudo sem educação. Vamos vortar pro sítio, que lá os animar pede até licença quando vão passar. 


  
  

Simples Assim!